Varejo brasileiro já não é mais o queridinho do mercado

A má fase da economia fez o Brasil, pelo segundo ano consecutivo, cair de posições no ranking dos 30 mercados em desenvolvimento com mais potencial para atrair investidores para o varejo.

Neste ano, o Brasil ficou em 8º lugar no ranking, três posições abaixo da lista de 2014.

O mercado brasileiro já foi o mais atraente entre os emergentes, hoje está atras de países como Qatar, Mongólia e Geórgia.

O IBGE divulgou que o PIB do primeiro trimestre do país caiu 0,2%, afetado grandemente pela retração no consumo das famílias.

Varejo brasileiro já não é mais o queridinho do mercado

A consultoria levou em consideração 25 variáveis de cada país para elaborar o ranking, juntas em quatro grupos: risco econômico e político, atratividade do mercado, saturação do mercado e em quanto tempo novos players estarão presentes na região.

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Segundo o consultor, o Brasil teve um desempenho ruim nos primeiros 2 grupos de variáveis analisadas, mas teve um resultado favorável em relação a saturação dos mercados e a baixa presença de players internacionais na região.

“O tamanho do mercado brasileiro continua sendo um fator importante de atração de investidores” diz Esteban Bowles, sócio da Prática de Bens de Consumo e Varejo da consultoria.

Segundo as contas da consultoria, em 2014 o varejo brasileiro movimentou US$ 800 bilhões, apesar do desânimo da economia.

O consultor diz que os setores de alimentação, material de construção e beleza ainda chamam a atenção de investidores.

Enquanto os problemas no cenário macroeconômico resultaram na queda de posições do Brasil no ranking, a valorização do dólar teve a função de chamar a atenção dos investidores internacionais interessados em comprar ativos mais baratos em moeda estrangeira.

Na verdade os investidores estão visando o potencial de consumo do mercado a médio prazo. Bowles afirma que, nos últimos meses, tem recebido várias consultas de interessados em empresas do do segmento de bens duráveis e alimentos.

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