Saiba o que é o Tesouro Direto

O Tesouro Direto consiste em um Programa do Tesouro Nacional. Esse programa é destinado para as pessoas físicas efetuarem a negociação de títulos públicos pela web, foi feito em conjunto com a BM&FBovespa e o Tesouro Nacional.

Esse programa de negociação traz vantagem principalmente para os pequenos empreendedores, visto que ele pode ser uma alternativa segura de investimento, já que dentro dos padrões econômicos, os títulos públicos denotam os ativos que apresentam menos risco.

O Tesouro Direto tem como intuito proporcionar mais opções de investimentos disponíveis no atual mercado.

Nesse caso, ele proporciona títulos com distintas variações de rentabilidade, variações de prazos de investimento, bem como diferentes fluxos de remuneração.

Tais variedades de opções facilitam as escolhas de compras de títulos que o investidor pode efetuar.

O Tesouro Direto, desenvolvido no ano de 2002, tem a possibilidade de ampliar o acesso aos títulos públicos, estabelecendo para esse processo contornos mais democráticos, já que antes dele, o investimento em títulos públicos realizado por pessoas físicas apenas poderia ser efetuado de forma indireta, por meio de fundos de renda fixa.

Tais fundos exigiam elevadas taxas de administração, principalmente nas aplicações consideradas de baixo valor.

Essa característica diminuía drasticamente as vantagens desse tipo de investimento.

Hoje em dia é possível aferir que, por apresentar mais opções de investimento, o Tesouro Direto é sinônimo de rentabilidade satisfatória, ainda que seja considerado uma aplicação de risco baixo dentro dos parâmetros mercadológicos da atualidade.

Tesouro Nacional

Como investir no Tesouro Direito

É preciso de quatro passos para começar a investir no Tesouro direto.

Passo 01: Você precisa abrir uma conta em uma corretora de valores e se cadastrar no site do Tesouro Direto

O processo para fazer os cadastros é muito simples e leva pouco tempo.

Se você já tiver uma conta aberta em alguma corretora o processo se torna muito mais fácil.

Passo 02: Faça uma análise do prazo do título que deseja comprar

O prazo do título precisa estar relacionado com seu objetivo para a aplicação.

Caso você esteja juntando dinheiro para comprar sua casa ou para conseguir se aposentar, tenha preferência por títulos que tenham prazos de vencimento mais longos.

Dessa forma, será possível ter uma rentabilidade maior.

Caso você precise sacar o dinheiro em poucos meses, evite os títulos de longo prazo, porque quando resgata o dinheiro antes do vencimento do título, existe o risco do investidor amargar perdas.

Passo 03: Faça o acompanhamento do desempenho

As vezes vale a pena vender o título antes do vencimento conseguindo uma rentabilidade maior, dependendo do título.

Por isso, é muito interessante acompanhar a rentabilidade do título com frequência para aproveitar bons momentos de saída.

Passo 04: Explore as funcionalidades do Tesouro Direto

O Tesouro Direto disponibiliza reinvestimento automático e compra programada, utilize essas funcionalidades principalmente quando tiver investindo em títulos de longo prazo e tiver intenção de comprar títulos periodicamente.

Passo 05: Os resgates diários

Quando o investidor compra um título com vencimento para 2020 ele não precisa aguardar até o vencimento para resgatar seu dinheiro.

Todos os dias úteis o Tesouro Direto recompra os papéis em poder do público.

Definição de título público

Os títulos públicos correspondem aos ativos de renda fixa. Nesse caso, o rendimento do que você investiu pode ser mensurado no momento que você realizou investimento.

Existem três tipos distintos de títulos.

São eles O Tesouro Prefixado (LTN), Tesouro Selic (LFT) e o Tesouro IPCA.

O primeiro é indicado especialmente quando a taxa de juros se encontra em elevação.

O segundo é recomendado quando há certa expectativa que a taxa aumente de valor ou que permaneça elevada.

O terceiro, por sua vez, é adequado quando existe alguma previsão de aumento de inflação.

Por meio desse título, o investidor passa a ter condições de manter o seu patrimônio mais seguro e ainda adquire possibilidade de angariar um maior poder aquisitivo.

É importante destacar que a negociação dos títulos públicos é realizada de forma escritural, em outras palavras, não é possível contar com um documento físico que tem por função representar o título.

RECEBA CONTEÚDO EXCLUSIVO NO SEU E-MAIL

Sendo assim, o investidor terá a assegurada a realização da sua aplicação por meio de um número de protocolo.

Esse número é gerado diante de cada operação que for efetuada, mantendo o título que o investidor comprou devidamente registrado no seu Comprovante de Pessoa Física (CPF).

Esse processo possibilita que o investidor tenha um maior controle do processo, visto que ele poderá consultar o seu título, sempre que considerar necessário, a por meio do seu extrato no endereço eletrônico do Tesouro Direto.

Vale salientar também que quanto aos custos, os títulos costumam apresentar valores menos elevados que os de renda fixa.

Além disso, os títulos públicos são garantidos pelo Tesouro Nacional, característica que torna o investimento no Tesouro Direto uma aposta de menos risco econômico.

Os tipos de títulos do Tesouro direto

Existem três tipos de títulos populares entre pessoas físicas, esses títulos são:

Tesouro Prefixado (LTN)

O Tesouro Prefixado possui taxa predefinida no momento em que é comprado.

Isso significa que, ao comprar um Tesouro Prefixado, o investidor fica sabendo na mesma hora, qual a taxa de juros que será paga no fim do período de aplicação.

Dessa forma, este título é indicado quando a taxa de juros está alta, porém existe a tendência de que a taxa recue.

Assim, o investidor “trava” a sua rentabilidade com a Selic elevada, e mesmo que ela caia depois, o investidor vai receber a rentabilidade maior no final do prazo do investimento.

Tesouro Selic (LFT)

Quando o investidor investe em um título Tesouro Selic, ele não sabe qual vai ser a rentabilidade no final.

Ele não sabe porque a rentabilidade depende da variação da taxa básica de juros.

A remuneração tende a ser maior caso a Selic suba, caso ela abaixe a tendência é uma remuneração menor.

Por esse motivo, caso a expectativa seja de que a taxa de juros suba ou permaneça em alta, esse é o título mais indicado.

Esse é o título mais indicado também para os investidores que não podem ficar acompanhando o mercado constantemente e que talvez precisem resgatar o dinheiro a qualquer momento.

Tesouro IPCA + (NTN-B)

Exatamente como no caso do Tesouro Selic, não tem como o investidor saber exatamente qual será a remuneração no fim do período quando ele compra um título Tesouro IPCA +, porque a rentabilidade é baseada no IPCA, um índice de inflação que varia todos os meses.

O Tesouro IPCA + é indicado para momentos em que espera-se que a inflação suba, dessa forma, além do investidor ganhar poder aquisitivo ele ainda protege seu patrimônio.

Quais são os custos

Geralmente os custos do Tesouro Direto tendem a ser mais baixos que os de fundos DI e de renda fixa:

Taxa de custódia

A taxa de custódia é cobrada pela BM&FBovespa sobre o valor dos títulos, a cobrança é referente as serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.

A taxa representa 0,3% ao ano e é cobrada a cada seis meses.

Taxa dos agentes de custódia

Essas taxas que são cobradas pelos agentes de custódia são negociadas livremente com os investidores.

O Tesouro Nacional possui uma tabela disponibilizada (aqui neste link) online informando o valor cobrado por cada corretora.

São cobrado impostos também sobre os títulos do Tesouro Direto assim como em qualquer aplicação de renda fixa sem isenção.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) só é devido quando o prazo da aplicação for menor do que 30 dias.

O Imposto de Renda é obrigatório.

A alíquota é de 22,5% do lucro para investimentos de até 180 dias; 20% para 181 a 360 dias; 17,5% para 361 a 720 dias e 15% para investimentos de 721 dias ou mais.

Os riscos

Saiba quais são os riscos que suas aplicações em títulos públicos estão sujeitas.

Crédito

Os ativos mais seguros do mercado são considerado os títulos emitidos pelo governo – afinal de contas, é muito mais provável que um banco “quebre” do que um país inteiro.

Por esse motivo, o risco de crédito dos títulos públicos é considerado super baixo.

Mercado

O preço dos títulos podem oscilar, porque os títulos públicos também possuem volatilidade (alguns mais do que outros) e isso faz o preço do título oscilar durante o período da sua validade.

Desse modo, caso o investidor precise resgatar o papel antes do prazo de vencimento, ele pode resgatar um valor menor ou maior do que o aplicado, dependendo da oscilação do título.

Um exemplo: Caso os juros da economia aumentarem, um título Tesouro IPCA + (NTN-B) tende a registrar queda no valor de face.

Da mesma forma, se os juros nominais subirem, o Tesouro Prefixado (LTN) tende a perder valor unitário.

Apesar dos riscos, atualmente investir no Tesouro Direto é um bom investimento levando em conta todos os fatores.

0 COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO